De fato, sentimentalismo às vezes cansa. E por mais que as pessoas mais próximas a mim digam: "você tem jeito de ser frio", sei que a premissa é falsa. Soy mui caliente. Dã, ok. Parei.
Mas agora é a hora do vácuo.
Vácuo para mim é aquela hora da minha existência em que absolutamente nada de concreto ocorre, nenhum evento ou acontecimento importante. É a hora do niilismo mais infeliz que se pode encontrar em moda por aí. É a hora do caos, do rearranjo e do re-equilíbrio, meu micro-cosmo em estabilização, para se adequar aos futuros acontecimentos - esses sim de grande valia.
E até que se aproximem esses eventos, que posso eu fazer?
Já me ensinou a vida que nada adianta correr atrás ou apressar as coisas. Elas virão naturalmente. Logicamente o que me é cabível é cumprido, visto que eu não costumo ignorar as chances que me aparecem. Já ouvi dizer que o maior dos crimes que um homem pode cometer é não saber aproveitar uma chance. E sinceramente, cansei de perder as chances que essa vida ingrata me dá.
Enfim, é tempo de marasmo. Tempo de nada e nada em tempo. Dias em que acordo e durmo com uma espécie de aflição, uma ânsia por vida e pelos tais acontecimentos. Dói saber que eles podem demorar. Mas não me engano, eles podem estar ali, ao virar a esquina ou ao atender um telefonema, em qualquer lugar, sem aviso prévio.
Mas... e até lá? O que eu faço?

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