segunda-feira

a hora do vácuo

Existem dias em que não tenho inspiração nenhuma para escrever. Outros há em que eu falaria de mim, mas já também eu me enjôo de escrever sobre mim por aqui.
De fato, sentimentalismo às vezes cansa. E por mais que as pessoas mais próximas a mim digam: "você tem jeito de ser frio", sei que a premissa é falsa. Soy mui caliente. Dã, ok. Parei.

Mas agora é a hora do vácuo.

Vácuo para mim é aquela hora da minha existência em que absolutamente nada de concreto ocorre, nenhum evento ou acontecimento importante. É a hora do niilismo mais infeliz que se pode encontrar em moda por aí. É a hora do caos, do rearranjo e do re-equilíbrio, meu micro-cosmo em estabilização, para se adequar aos futuros acontecimentos - esses sim de grande valia.

E até que se aproximem esses eventos, que posso eu fazer?

Já me ensinou a vida que nada adianta correr atrás ou apressar as coisas. Elas virão naturalmente. Logicamente o que me é cabível é cumprido, visto que eu não costumo ignorar as chances que me aparecem. Já ouvi dizer que o maior dos crimes que um homem pode cometer é não saber aproveitar uma chance. E sinceramente, cansei de perder as chances que essa vida ingrata me dá.

Enfim, é tempo de marasmo. Tempo de nada e nada em tempo. Dias em que acordo e durmo com uma espécie de aflição, uma ânsia por vida e pelos tais acontecimentos. Dói saber que eles podem demorar. Mas não me engano, eles podem estar ali, ao virar a esquina ou ao atender um telefonema, em qualquer lugar, sem aviso prévio.

Mas... e até lá? O que eu faço?

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